
Natureza-morta com queijo

A Leiteira

Autorretrato como o Apóstolo Paulo

A Carta de Amor (pintura)

Figuras em um Pátio

A Família Alegre

Natureza-morta floral com Crown Imperial

Natureza-morta com torta de peru

Cópia de A Ronda Noturna

Retrato de um casal sorridente

A Festa de São Nicolau

Autorretrato como um parisiense

A Ruazinha em Delft

O cisne ameaçado defendendo o seu ninho

A Noiva Judia

Retrato de Oopjen Coppit, de Rembrandt

Cópia de The Night Watch

Natureza-morta com pavões

Casa de bonecas do século XVII de Petronella Oortman
Marten e Oopjen: riqueza construída sobre trabalho escravo
Marten e Oopjen deviam sua riqueza ao trabalho escravo. Em Amsterdã, o pai de Marten e, mais tarde, o próprio casal, fizeram fortuna com o refinamento de açúcar bruto vindo do Brasil. Lá, ele havia sido cultivado, colhido e processado por africanos que haviam sido escravizados. O açúcar tornou-se muito popular na Europa em um curto espaço de tempo, e ganhou-se muito dinheiro com ele. A demanda europeia foi atendida em grande parte pela indústria açucareira de Amsterdã. Essa enorme produção não teria sido possível sem o uso em larga escala de pessoas em situação de escravidão.

Biblioteca de Pesquisa do Rijksmuseum, Amsterdã
Escravidão e Amesterdão: arte, comércio e vidas escravizadas
A escravidão na Ásia, em África ou nas Américas foi, durante muito tempo, comum e difícil de eliminar. As primeiras obras de Rembrandt foram vendidas a compradores na década de 1630. As pessoas escravizadas podiam nascer na escravidão ou ser vendidas para o estrangeiro pelas suas próprias autoridades. Segundo investigadores do Rijksmuseum e do Museu de Amesterdão, a cidade de Amesterdão partilhou dos benefícios do comércio de escravos. Um dos retratados de Rembrandt, por exemplo, era um homem escravizado. Depois da sua chegada, ele ainda não era livre, e também pôde recorrer aos tribunais para reivindicar essa liberdade.

Cópia de The Night Watch
Oopjen, Maerten Daey e a violência da escravidão
Após a morte de seu marido Marten Soolmans, Oopjen casou-se com Maerten Daey. Antes do casamento, Daey havia passado alguns anos no Brasil. A trágica história da escravizada Francisca chegou até nós por meio de fontes da época. Daey a capturou, manteve-a em cativeiro e a estuprou diversas vezes. Quando se descobriu que Francisca estava grávida, ele a mandou embora e recusou-se a reconhecer a filha de ambos, Elunam.

Paisagem Fluvial com Cavaleiros

Retrato de Marten Soolmans
Especiarias, violência e escravidão no comércio holandês
As especiarias nestas tortas eram frequentemente obtidas pela Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC) por meio de violência e escravidão. Os cravos vinham de Ambon, uma das ilhas Molucas, que foi conquistada pela VOC em 1605. Os habitantes de Ambon tinham de colher os cravos junto com trabalhadores escravizados pela VOC. A noz-moscada vinha das ilhas Banda (ao sul de Ambon), que foram tomadas à força em 1621. Pessoas escravizadas tinham de colher as sementes de noz-moscada nas plantações e retirar sua cobertura (arilo).

Natureza-morta com taça dourada

Os Síndicos, de Rembrandt
Rijksmuseum
O Rijksmuseum, museu nacional dos Países Baixos, nasceu da Nationale Kunstgalerij fundada em 1800 e ganhou palco cívico quando o edifício neogótico de Pierre Cuypers foi inaugurado em 1885, ao lado da Museumplein, em Amsterdã. Suas salas guardam a memória visual de uma república marítima — pintura, prata, modelos de navios e objetos do cotidiano que ancoram a Idade de Ouro holandesa na cultura vivida. Leituras mais recentes também encaram os custos dessa prosperidade, rastreando como o comércio global e a escravidão moldaram tanto as coleções quanto o país.
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