Ameríndios e as origens do Brasil
Há trinta a quarenta mil anos, os ancestrais dos povos indígenas atuais atravessaram o estreito de Bering durante a Idade do Gelo e povoaram gradualmente as Américas. Quando os portugueses chegaram ao Brasil no século XVI, a Baía de Todos os Santos era habitada pelos Tupinambá, descendentes distantes desses migrantes. Eles haviam expulsado os Tupiniquim dessa região fértil e viviam em grupos de 500 a 3.000 pessoas. O padre Manoel da Nóbrega, um dos primeiros missionários, descreveu-os como muito guerreiros, altamente sensuais e habilidosos caçadores, pescadores e agricultores.
Para converter e controlar os Tupinambá, a Igreja estabeleceu missões ao longo do litoral e no interior, alinhadas com a conquista e a colonização. Os povos indígenas foram forçados ao trabalho e submetidos à evangelização jesuítica. Ainda assim, a cultura indígena permanece viva nos nomes de cidades, rios e morros, no gosto dos brasileiros por cores vibrantes e banhos frequentes, e em práticas culinárias como o uso da mandioca e o preparo de carne assada em espetos.
Para converter e controlar os Tupinambá, a Igreja estabeleceu missões ao longo do litoral e no interior, alinhadas com a conquista e a colonização. Os povos indígenas foram forçados ao trabalho e submetidos à evangelização jesuítica. Ainda assim, a cultura indígena permanece viva nos nomes de cidades, rios e morros, no gosto dos brasileiros por cores vibrantes e banhos frequentes, e em práticas culinárias como o uso da mandioca e o preparo de carne assada em espetos.
O galeão Santíssimo Sacramento: naufrágio e império
Na noite de 5 de maio de 1668, os canhões do Forte de Santo Antônio da Barra anunciaram a chegada do galeão Santíssimo Sacramento à entrada da Baía de Todos os Santos. Uma violenta tempestade próxima ao fundeadouro desviou o navio de sua rota quando se aproximava do porto, e ele afundou por volta das 23 horas. Entre os mortos estavam o novo governador-geral do Brasil, o capitão, vários clérigos e nobres, e muitas famílias. O número de mortos se aproximou de 400; apenas cerca de 70 pessoas sobreviveram.
O Santíssimo Sacramento, um galeão de 500 toneladas armado com cerca de sessenta canhões de ferro e bronze, foi construído entre 1650 e 1651 no estaleiro da Ribeira das Naus, no Porto, norte de Portugal. Pertencia à Companhia Geral do Comércio do Brasil, fundada em 1649, que mantinha sua própria frota de guerra para escoltar comboios mercantes na rota do Brasil, ligando interesses comerciais, poder naval e expansão colonial.
O Santíssimo Sacramento, um galeão de 500 toneladas armado com cerca de sessenta canhões de ferro e bronze, foi construído entre 1650 e 1651 no estaleiro da Ribeira das Naus, no Porto, norte de Portugal. Pertencia à Companhia Geral do Comércio do Brasil, fundada em 1649, que mantinha sua própria frota de guerra para escoltar comboios mercantes na rota do Brasil, ligando interesses comerciais, poder naval e expansão colonial.

Santo Antônio como capitão militar

Dispositivo de cálculo de longitude

Sextante marítimo
A inusitada carreira militar de um santo baiano
O Brasil, um país fortemente católico, durante muito tempo viu a Igreja presente em todas as esferas da vida social, incluindo o exército. Em Salvador, a imagem de Santo Antônio no Forte da Barra — também o primeiro santo padroeiro da cidade — recebeu oficialmente a patente e o soldo de soldado em meados do século XVII, sendo promovida a capitão em 1705. Essa nomeação militar incomum ilustra tanto a influência cultural da Igreja quanto o alcance popular da devoção católica na Bahia. A imagem do santo continuou a receber promoções e os salários correspondentes por séculos, até ser finalmente retirada da folha de pagamento do exército em 1912, quando já detinha a patente de tenente-coronel.

Carraca portuguesa São Gabriel

Modelo de caravela portuguesa

Explorações Marítimas Portuguesas

Vista do Farol da Barra

Quadrante náutico

Maquete do navio negreiro Vigilante

Embarcação do Recôncavo

Canoa à vela baiana
Museu Náutico da Bahia
O Museu Náutico da Bahia ocupa o Forte de Santo Antônio da Barra, do século XVI, ao lado do Farol da Barra, na borda atlântica de Salvador. As galerias enquadram a Baía de Todos-os-Santos como fronteira e via de circulação, acompanhando a expansão portuguesa dos séculos XV–XVI, as embarcações locais do Recôncavo e os instrumentos de navegação que transformavam estrelas e tempo em posição. Modelos de defesas costeiras e do navio negreiro Vigilante mantêm a narrativa honesta sobre como ciência, fé e violência moldaram a Bahia — eco disso é o Santo Antônio do forte, simbolicamente promovido a capitão em 1705.
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