Quito
Quito (fundada pelos espanhóis em 1534) é muitas vezes lida como a cidade mais cerimonial do Equador: administrativa, devocional e inequivocamente andina. Em altitude, a luz ganha nitidez e as ruas parecem íngremes, com mirantes que se abrem de repente entre telhados de telha e fachadas de pedra; no centro histórico, praças e claustros ficam próximos, e as igrejas barrocas encenam a fé como arte total, onde douramento, pintura e escultura discutem numa só voz.
Erguida sobre mundos indígenas anteriores e moldada pelo poder colonial, a cidade mantém o passado visível na forma como religião, ofício e vida pública ainda partilham os mesmos espaços. Como capital nacional, Quito funciona à base de governo e serviços, com o turismo a acrescentar pressão ao trânsito e aos ritmos do dia a dia; a cidade pode parecer reservada no início e depois discretamente acolhedora, e a sua comida de mercado — milho, sopas e petiscos de rua — combina com o ar das terras altas.